psicoativos:

aprender a lidar com o silêncio das coisas
e principalmente,
com o próprio.

psicoativos

Olhando para trás, revivendo todos os meus relacionamentos, e principalmente a causa do término deles; relembrando as pessoas com quem me relacionei; olhando ao meu redor e observando o motivo dos atuais términos; atento as pessoas que vêm até mim em busca de conselhos; perceptivo aos incômodos e atritos dos casais que ainda continuam juntos… essas situações externas adicionadas à experiências me fazem pensar cada vez mais no quanto eu não quero um relacionamento sério. Não agora. E não tão cedo.
Hoje em dia é tudo muito supérfluo, fácil demais de ganhar, simples demais de deixar de lado. As pessoas são insensíveis demais para se importar, desonestas demais para serem recíprocas, egoístas demais para serem empáticas, hipócritas demais para tentar fazer dar certo, vazias demais para permitirem se preencher, cheias demais para achar que ninguém chega aos pés, ambiciosas demais para compartilhar e transbordar.
Hoje em dia “terminar é o melhor”, “terminar é o melhor que estou fazendo por nós dois”. Hoje em dia quebrar e sair ileso é a regra. Deixar acontecer sem se importar ou sem perceber (ou até perceber, mas ignorar) que o que está acontecendo envolve sentimentos, envolve pessoas… é um ato de superioridade. O jogo de desinteresse é moda. Visualizar e não responder é um jogo de conquista. Tentar provocar ciúmes é a nova forma de saber se o que se sente é correspondido.
Tolice. Bobagem. Sabotagem.
Terminar nem sempre é o melhor. Terminar é a última solução (ou a falta de uma) que deve ser tomada diante várias tentativas. Gostar é uma coisa que acontece, mas que você luta para que permaneça. “Amor não enche barriga”. É, não enche, a não ser que você procure se alimentar dele todos os dias. É tudo questão de esforço. Escolhas.
Terminar nem sempre é o melhor para os dois. Terminar não deve ser uma decisão tomada só. Não diante de uma razão que não seja tão grave. Quando um escolhe terminar por que acha que é o melhor, ele está sendo egoísta. Terminar não é o melhor para os dois, e sim para ele próprio. Por medo de tentar, por medo de perder algo, por desejo e ambições externas. É tudo questão de esforço. Escolhas.
Jogo de desinteresse não conquista, afasta. Sabe o que conquista? Estar perto, se importar, perguntar como foi o dia. Sabe o que mantém o gostar? Tirar 5 minutos do seu dia corrido para dizer que está com saudade, para perguntar se já comeu alguma coisa, para saber se dormiu bem, para saber se está tudo bem. Sabe o que te faz superior? Reconhecer, tentar consertar quando algo for quebrado, agradecer um bem e tentar retribuir, sentar e tentar moldar a realidade de ambos para que haja um equilíbrio de esforços. Como saber que está sendo correspondido? Atitudes. Observe de longe, de perto, de dentro, de fora. Observe e sinta. Provoque apenas o gostar, o querer, o desejar. Mas seja a própria provocação. Não use pessoas se você não consegue conquistar a permanência de alguém. É tudo questão de esforço. Escolhas.
Por meio disso, se policie diante das suas escolhas. Toda ação gera uma reação. Escolhas são feitas todos os dias, apenas aprenda a lidar com as consequências das suas.
— Hiago Araujo
As pessoas entram na minha vida quando a delas está exatamente como a minha se encontra: uma merda.
Elas não acreditam mais em si, não confiam mais em si, não amam mais a si própria. O mundo parece cair, as muralhas começam a se transformar em ruínas, e é ai onde eu entro.
Eu guardo toda a minha merda de vida; guardo num potinho bonitinho para ninguém desconfiar, e depois deixo-o de lado. Me faço de forte, de alegre, de feliz. Dai eu mostro a essas pessoas que sim, “Você é incrível”, “Você é forte”, “Você é tão maravilhoso (a), não merece ficar assim”, “Olha, a vida funciona de tal maneira, vamos pensar assim de agora em diante”, “As pessoas funcionam de tal forma, vou lhe ensinar a lidar com isso”, “Se ame, você é perfeito (a) do jeito que você é, e eu amo isso”. E as pessoas se reerguem. Elas se levantam com a força das próprias pernas.
O problema é que elas aprendem a se reerguer e se preparam para o mundo, e por se acharem preparadas, quando eu abro o meu potinho e mostro minhas fraquezas, elas me agradecem e vão embora.
Já ouvi várias vezes que eu sou maravilhoso, incrível e o quanto eu mudei positivamente a vida das pessoas. Mas eu nunca fui maravilhoso ou bom o suficiente para que elas ficassem. Nunca fui maravilhoso o suficiente para que elas se permitirem me amar da mesma maneira.
Eu sempre tentei preparar as pessoas para a vida, inconscientemente, talvez, para minha vida. Quem na esperança de um dia eu poder mostrar minhas fraquezas a alguém e esse alguém poder me fazer forte assim como eu o (a) fiz.
As pessoas se levantaram com a força das próprias pernas quando eu estendi a minha mão, mas quando eu mostro que eu estou no chão, ninguém me puxa pra cima, apenas apertam minha mão, agradecem e partem.
Mas é como muitos me dizem: Essa é a vida.
Talvez seja. Talvez essa seja a minha sina, meu karma de vidas passadas, e eu devo ter sido o maior filho da puta na vida das pessoas. Mas como dizem que nada na vida é em vão, só espero que um dia apareça alguém que seja capaz de ver minhas fraquezas e tentar, junto comigo, construir as ruínas que as pessoas fazem questão de ajudar a destruir.
— Hiago Araújo.
É, acho que dessa vez deu o que tinha de dar. Tentei até mais do que eu deveria, pensei mais do que deveria, e sofri mais do que deveria.
Não suporto que não me deem atenção, porque eu sempre me esforço para dar atenção a todo mundo. Paro, às vezes, o que estou fazendo para ouvir alguém que nem sempre tenho muita amizade. Não me considero um bom conselheiro, mas tenho certeza de que sou um bom ouvinte. Então “não admito” que me tratem indiferente a isso.
Mas eu já deveria imaginar que o final seria assim, até porque, foi assim desde o princípio, não é mesmo? Mensagens ignoradas, sentimentos ignorados, empatia jogada no lixo. Um jogo de interesses onde eu jogava sozinho. Uma busca de desejos que eu buscava sozinho. E não muito diferente, estou aqui, sozinho.
Um ditado bastante comum, com uma de suas pronúncias: “Para bom entendedor, meia palavra basta”, ou até mesmo: “Para bom entendedor, um pingo é uma letra”. Bem, você me ensinou que para bom entendedor, um silêncio basta.
Nunca soube de fato o que você pensava ou sentia. Não sabia a sua opinião sobre muita coisa, inclusive sobre a gente. Sempre que eu perguntava recebia um “não sei” como resposta, ou nem recebia. Qualquer outro assunto era mais importante. Qualquer silêncio era mais importante.
E das vezes que reclamei, só obtive respostas como “É a vida”, “Fazer o quê” ou até mesmo “Eu sou idiota”. Reafirmar o que você é não ajudou em nada. Reconhecer sem tentar mudar é inútil. É como deixar um documento cair no meio da chuva, saber que a água vai destruí-lo, e mesmo assim deixar a água levar embora.
Espero, de coração, que você nunca esteja no lugar onde estou, de trouxa fracassado. Espero que quando você tentar conquistar alguém você obtenha êxito. Espero que quando você se entregar e se doar a alguém, que receba o mesmo em troca. Espero que quando entrar em um relacionamento tudo seja recíproco, pois não há nada melhor. Espero que nenhuma lágrima que eu derramei escorra pelo seu rosto. Espero que a vida não te faça intenso como eu fui no começo, nem te permaneça inerte e indiferente como foi no começo, e nem te torne magoado e frio como estou me sentindo agora.
A vida é uma estrada sem fim, cheia de bifurcações, atalhos que levam ao mesmo encontro mais na frente, e já sabemos que nem todos os atalhos são bons. As vezes chegamos mais rápido, mas não gostamos do que encontramos no final dele, não é mesmo? Mas espero que goste, afinal, espero que tudo dê certo em sua vida.
Só te faço um pedido. Valoriza quando alguém estiver do teu lado e abrir mão do que quer que seja para estar contigo. Valoriza quando alguém estiver contigo e se preocupar devido a um breve sumiço. Valoriza quando alguém estiver contigo e abrir o coração, isso é raro. Valoriza quando alguém estiver contigo e depositar esperanças e expectativas em ti, porque por mais que você não veja, mas tem algo de muito especial em você para que isso pudesse acontecer. E se, ainda assim, houver um fim, valorize se esse alguém te estender a mão. A vida é curta e a estrada é longa, não se sabe quando vai precisar de ajuda.
Sim, é sempre bom tentar se levantar sozinho, mas quando alguém te estende a mão e você vira a cara, isso é ingratidão. E ingratidão a vida não deixa barato.
No mais, passe bem.
— Hiago Araújo.
E agora o que eu faço com essa saudade? Eu simplesmente guardo ela no peito e sigo em frente? O que eu faço com essa vontade de te beijar quando te vejo? Eu ignoro e finjo que tá tudo bem?
A saudade tá apertando e eu tô precisando de um beijo teu, de um afago das tuas mãos, de um calor dos teus braços. O vazio está começando a se revelar agora e eu preciso da rua presença na minha vida, a minima presença importa. Nem que seja com um beijinho na hora do almoço, ou aquele abraço demorado quando a gente se vê, ou um selinho quando a gente se despede. Tô tentando aprender a ficar sem você, embora eu tenha tomado a iniciativa disso. Tô tentando aprender a aceitar a perda. Tô tentando levar, mas não tô conseguindo. Tô criando rotinas, enchendo a cabeça de coisas pra não sobrar tempo de sentir falta, mas sempre sobra porque há um vazio. Um vazio que era ocupado por você.
— Hiago Araújo.

Sinto falta de atenção
Você parece tão distante
Pensamento longe, coração longe
Desejo longe, olhar longe…
E eu aqui, do seu lado.

Sinto falta de quando você acordava e dizia “Bom dia, dormiu bem?”
De quando ia dormir e dizia “Boa noite, sonhe comigo”
E eu realmente sonhava
E eu ainda sonho.

Sinto falta de quando eu te mandava algo e você respondia
De quando eu falava algo e você sorria
E eu sorria
E sorriamos juntos.

Sinto falta do carinho de dedo
Do carinho no cabelo
Do carinho no rosto
A gente fazia carinho um no outro
Hoje eu faço carinho em mim.

Saudade da paixão primeira
Do sorriso de orelha a orelha
Do abraço apertado
Do sincronismo dos olhares
A gente se olhava, hoje eu olho só.

Saudade de ter um namoro mais namoro
Uma saudade mais saudade
Uma entrega mais verdadeira
Um lidar mais sério
Uma coisa mais clichê.


— Hiago Araújo.

🌅
Song: “No One by Mothica”
#ps | #vscocam | #photography | #sunset

E daqui a, sei lá, uns dez ou cinquenta anos, eu ainda vou lembrar de você, desse jeitinho, numa tarde como essa. Quem sabe você me acorde com um beijo, ou me peça para ficar mais dez minutinhos agarradinho com você. Quem sabe a gente ainda goste de deitar no chão da sala, comer macarronada e tomar aquele vinho enquanto assistimos uma comédia romântica, ou comer pipoca assistindo um filme de terror, abraçados. Quem sabe estejamos discutindo quem de nós vai buscar nossos filhos na escola na sexta feira, ou na dúvida se levamos um cachorro ou um gato para ser o novo integrante da família. Quem sabe eu seja só mais um número na sua lista de contatos ou apenas uma tentativa que não acabou bem. Quem sabe você tenha queimado os bilhetes que te escrevi e jogado fora os ursos que te dei. Quem sabe a gente não tenha mais contato, ou que estejamos sendo felizes com outro alguém, ou, que Deus nos livre, que um de nós nem esteja mais aqui, vivo. A vida é cheia de incertezas e surpresas, e nós já temos maturidade suficiente para saber que prever esse tipo de futuro soa ilusório. O tempo vai passar, as coisas vão mudar, o vento vai levar os dentes-de-leão, mas a primavera fará florir novos. Incertezas. Mas embora o tempo passe, eu vou lembrar das nossas risadas, das nossas brincadeiras, dos nossos passeios, das nossas brigas que acabaram na cama. O que tenho certeza é de o que cativastes em mim é eterno, e que daqui a, sei lá, uns dez ou cinquenta anos, eu ainda vou lembrar de você.
— Hiago Araújo.
Cansei. Não vou mais me importar com você. Sempre que pergunto se você está bem, você sempre diz que está, ou que já resolveu, ou que já conversou com um amigo. Eu também sou seu amigo! Pelo menos eu era. Quando eu te falei “Estou aqui para o que der e vier” é porque eu vou estar aqui para o que der e vier. Essas são palavras que eu não falo em vão. Eu gosto de ouvir as pessoas. Não sou bom conselheiro, mas sou um bom ouvinte. Gosto que as pessoas se sintam melhor depois de desabafarem comigo. As vezes as pessoas só precisam de alguém que estejam ali para ouvi-la destrinchar o que se passa por dentro. Não vou me dar o trabalho de, mais uma vez, perguntar se fiz algo, se está tudo bem, se você quer conversar. Meu recado foi dado, eu já me disponibilizei em te ouvir, cabe a você querer falar ou não. Correr atrás é importante, demonstrar é importante, se importar é importante, mas tudo tem um limite, e o meu é quando eu já fiz tudo isso e a pessoa continua sem fazer questão. Não faço por pena. Não sinto pena. Faço porque gosto, mas somente quando há reciprocidade.
— Hiago Araújo.
Uma das piores coisas da vida é depender de alguém. Nem que seja para pedir uma colher de açúcar para adoçar o café ou um isqueiro para acender o seu cigarro. É uma prisão sem grades. Você não pode sair, não pode comprar, não pode viver, não pode ser você mesmo. Não pode ter ideias, não pode ter planos e nem sequer criar expectativas. Depender dos outros é ser um tipo de marionete. É falar o que os outros querem que você fale , vestir o que os outros querem que você vista, comer o que os outros querem que você coma, viver da maneira que os outros querem que você viva. É não andar com os seus proprios pés, não usar a sua própria voz, não ver com os seus próprios olhos, não sonhar os seus próprios sonhos. É não traçar suas próprias metas, realizar seus próprios desejos nem ter suas próprias experiências. Depender dos outros é uma imensa pedra no sapato, e o pior de tudo é que você carrega varias nos pés, porque vira e mexe você depende de alguém nem que seja para pedir uma colher de açúcar para adoçar o café ou um isqueiro para acender o seu cigarro.
— Hiago Araújo
Sim, é deveras uma tortura se olhar no espelho e imaginar “o que eu poderia ter me tornado”. Concordo que é horrível parar para relembrar cada tropeço, cada alegria desperdiçada, cada oportunidade que escorreu entre os dedos. É pior ainda quando tudo isso foi consequência de tolices. Aperta o peito e ata a garganta o fato de que nada podemos fazer para consertar tudo isso. Mas amigo (a), o que conforta é que temos nas mãos a chance de transformar o que vem pela frente e na experiência o aprendizado do que se deve ou não fazer. Temos a faca e o queijo na mão, podemos usar o futuro a nosso favor e equivaler tudo de ruim.
— Hiago Araújo
Preciso perder esse medo de conquistar alguém. Nunca me acho bonito o suficiente, ou com capacidades suficientes ou qualquer outro aspecto que me torne qualificado para ser companhia de alguém. Digo para todos que o certo é se amar, se preencher, confiar em si, se conhecer, correr atrás… mas quando se trata de mim tudo isso se perde. Vem o velho frio na barriga, o suor nas mãos, pensamentos negativos… tudo isso porque receio puxar assunto no bate papo e não ser correspondido ou não ter êxito em uma conversa interessante. Me sinto inferior e fraco. Algo me bloqueia. O medo da rejeição. O poder destrutivo do “não”, que age como fogo arrasando uma mata morro a cima. O medo de ter a auto estima quebrada por um “não” que carrega muitas interpretações na bagagem. Eu quero falar, mas não consigo. Eu quero dizer um “oi”, mas tenho vergonha. Eu quero conquistar me travo. Indiretas não servem mais, curtir várias fotos não chamam mais muita atenção, o coração na publicação do facebook talvez passe por despercebido. Mas eu não posso pensar assim, não devo. Eu sou interessante, sou legal, tenho um papo legal, gosto de sorrir e de fazer pessoas sorrirem. Se a tal pessoa não concorda, bom, que pena, tenho que ser completo e não a peça chave de um quebra cabeça qualquer.
— Hiago Araújo
Quem disse que você precisa gostar de outra pessoa para esquecer outra ou para se sentir completo (a)? Não se pode encarar isso como um concurso ou como um tio ao alvo de festa junina que você ganha um doce se acertar a lata. Não se pode exigir demais. Isso é dar tiro no escuro. Você precisa levantar seu auto estima, se achar bonito (a), se achar capaz, entender que és vitorioso (a) mesmo perdendo uma batalha. Não se pode encontrar alguém enquanto não há amor próprio. As pessoas surgem na nossa vida, nós só precisamos ser completos e o que vier é lucro.
O problema não está em você querer gostar de alguém. Isso é normal, é da gente. O problema é procurar, porque você cria uma expectativa que na grande maioria das vezes não é satisfeita, o que torna a decepção ainda maior. Namorar não é a melhor coisa do mundo. Relacionamento não é a coisa agradável do mundo. As pessoas são falhas, egoístas e carregam vários defeitos detrás da aparência. Gostar de alguém só é bom e útil quando é recíproco, caso contrário um dos dois morre de dor, quando o certo é os dois morrerem de amor.
A gente pode achar que vai tirara a gente do tédio, que vamos nadar em um mar de rosas, que isso ou aquilo outro. Relacionamento não é só beijo e abraço, exige uma certa doação recíproca. Tudo bem que você queira alguém para ficar junto, para contar seus planos… mas um amor não se procura. Não se encontra um amor procurando em bares, em festas ou shows, ele aparece quando a gente menos espera. O amor pode ser uma pessoa que vai esbarrar contigo ao dobrar a esquina, ou a pessoa que vai sentar ao teu lado no ônibus, ou quem sabe aquela pessoa que vai te parar na rua pedindo informação – talvez ela esteja perdida na vida, e vocês acabem se encontrando. O amor vai ser aquela pessoa que vai aparecer quando encontrar alguém não for mais uma preocupação. O amor vai ser uma pessoa que você não vai se importar se ela é comum ou se destaca socialmente, se ela é “good vibes” ou engomadinha, se ela é emo ou católica, se ela ouve rock ou aprecia jazz. Nem todo drama deve ser procurado para viver, a vida se encarrega desse papel. Se não apareceu ainda é porque você não está pronto (a).
Experimente se amar primeiro. Experimente ver a pessoa incrível que você é. Experimente se olhar no espelho e acreditar na beleza que você carrega. Olhe ao seu redor e veja o que você construiu até hoje e no que você ainda pode conquistar. Acredite em você, se ame, se complete. O amor próprio tem que vir antes do amor por outro alguém, senão não funciona. É como ácido e água. Não se deve colocar o ácido na água, porquê ele salta para fora e pode te machucar. Primeiro coloca o ácido, depois acrescenta a água. O ácido somo nós, com nossos defeitos e limites (que temos que conhecer bem e saber utilizá-los a nosso favor) e a água é o amor, que é capaz de se misturar no meio do nosso caos.
Se ame. Quando você passar a confiar em si, tudo vai começar a dar certo. O amor (em qualquer sentido ou variável) acontece de dentro para fora. Quando acontece entre duas pessoas é porque elas se amam o suficiente para dar certo.
— Hiago Araújo
Tudo bem. Vamos fingir. Sou ótimo em fingir. Participei de um grupo de teatro, aprendi um pouco a ser ator. Então vamos fingir que nenhuma música remete a uma lembrança, e que a uva passa no arroz agrada. Fingir que a fumaça do cigarro não sufoca, e que o palhaço fazendo malabarismo ainda encanta. E que tal fingirmos que os nossos cheiros não ficaram entranhados nos lençóis ou que o lado esquerdo da minha cama não está frio sem você? Não, melhor, vamos fingir que a cada 10 pessoas que vejo na rua eu não procuro o seu olhar, ou que essa dor no peito é apenas uma veia entupida e um cateterismo resolve? Vamos fingir que tudo está bem, que esse não foi o fim. Vamos tapar os olhos e fingir que está tudo numa boa e repetir isso para nós mesmos. Dizem que repetir uma mentira a faz se tornar uma verdade. Vamos fingir para ter certeza.
— Hiago Araújo
Sobre doar órgãos? Pretendo. Além de salvar vidas, quero aumentar limites e oportunidades. Pretendo doar meus olhos para quem quer enxergar além do que pode ser visto; pretendo doar meu coração para quem quer viver uma paixão, arriscar amar, e morrer por isso; pretendo doar meu estômago para quem entende que vai ter que engolir muito sapo pra chegar onde deseja, ou simplesmente pra quem nunca sentiu borboletas ao conhecer alguém especial; pretendo doar meus pulmões para quem deseja gritar aos quatro cantos do mundo um “Eu Te Amo”, ou simplesmente para quem precisa respirar fundo e não deixar tudo se perder; pretendo doar meus rins para quem se decepcionar com a vida e suas adversidades e quiser se afogar no álcool, ou até mesmo para aquele (a) jovem que preza uma farra no fim de semana. Eu quero presentear outras pessoas com um pedaço de tudo o que me permitiu viver coisas boas, tudo o que me fez feliz, os melhores momentos da minha vida, e o que fez de mim um monstro eu levo comigo na sepultura. O mundo está repleto de monstros, temos que deixar apenas o amor.
— Hiago Araújo
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Pohroro